
O professor Ricardo Kawecki não tem carro. A maioria da população brasileira também não, mas a maioria da população brasileira precisa trabalhar, quando há empregos. Muitas vezes o emprego fica longe de casa e, para isso, principalmente nos grandes centros urbanos a população viaja de trem, metrô e ônibus. O professor Ricardo é brasileiro. Precisa trabalhar. Mora longe de seu serviço. Vai de ônibus. Quando o trânsito está ruim, ele desce do ônibus e opta por chegar até sua casa caminhando. Faz isso depois de um dia todo de trabalho. Seu meio de transporte, o ônibus, costuma não ser pontual, mas o aumento de sua tarifa tem o costume de nunca se atrasar.
Ricardo é professor de artes marciais. Uso o equilíbrio da profissão para equilibrar a espera dos 45 minutos que terá que caminhar até chegar ao seu sagrado destino. É possível que ele passe muito tempo de sua vida esperando. O mesmo não se pode dizer de Guilherme. Seu pai possui a maior frota de ônibus da capital paulista. Ele “brinca” de trabalhar. Não têm horários a cumprir. Ostenta seu dinheiro sob quatro rodas de uma bela BMW. Quando passa perto de um ponto de ônibus fecha os vidros e liga o ar condicionado. Seus trajetos são diferentes de um trabalhador padrão. Vai a boates, lojas, restaurantes e de vez em quando dá uma passadinha em seu playground, onde seu pai o espera com um sorriso para lhe dar a notícia do aumento das tarifas do transporte coletivo.
Segundo a Constituição, o direito de ir e vir deve servir a todos, infelizmente, na prática, as coisas não são tão lindas. A grande maioria da população brasileira sofre quando precisa chegar ao seu destino, mesmo pagando altos valores por isso. Enquanto uma minoria despreocupada com a má distribuição de renda no país, desfila com seus veículos nas mesmas ruas, com os mesmos buracos.
Ricardo é professor de artes marciais. Uso o equilíbrio da profissão para equilibrar a espera dos 45 minutos que terá que caminhar até chegar ao seu sagrado destino. É possível que ele passe muito tempo de sua vida esperando. O mesmo não se pode dizer de Guilherme. Seu pai possui a maior frota de ônibus da capital paulista. Ele “brinca” de trabalhar. Não têm horários a cumprir. Ostenta seu dinheiro sob quatro rodas de uma bela BMW. Quando passa perto de um ponto de ônibus fecha os vidros e liga o ar condicionado. Seus trajetos são diferentes de um trabalhador padrão. Vai a boates, lojas, restaurantes e de vez em quando dá uma passadinha em seu playground, onde seu pai o espera com um sorriso para lhe dar a notícia do aumento das tarifas do transporte coletivo.
Segundo a Constituição, o direito de ir e vir deve servir a todos, infelizmente, na prática, as coisas não são tão lindas. A grande maioria da população brasileira sofre quando precisa chegar ao seu destino, mesmo pagando altos valores por isso. Enquanto uma minoria despreocupada com a má distribuição de renda no país, desfila com seus veículos nas mesmas ruas, com os mesmos buracos.
Crédito da foto: www. g1.globo.com/Noticias/Brasil

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