quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Você conseguiria viver na escuridão?




A vida sempre é tão surpreendente que acabamos descobrindo que somos capazes de superar nossas próprias limitações. Cada dia e cada momento são novos. O tempo não tem significado em si mesmo, a não ser que decidamos lhe dar importância valorizando o essencial, que é a vida.

Comer, tomar banho, atravessar a rua, trabalhar, subir escadas, estudar. Você conseguiria fazer tudo isso na escuridão? Átilas de Oliveira Silva é um jovem que aos 10 anos perdeu a visão em uma brincadeira de criança, mas não desistiu de viver. Recomeçou do zero, enfrentou os obstáculos e hoje faz tudo isso com muita facilidade.

Ser portador de uma necessidade especial pode até ser sinônimo de limitação, mas para alguns o sinônimo apropriado é superação. “Vencedor”, essa é a palavra ideal para resumir a história deste jovem, simples, humilde, de feição meiga, pele morena e de fala mansa. Hoje, com 21 anos, Átilas provou para si mesmo que vencer depende apenas dele.

Nasceu em Castilho, interior de São Paulo, em 26 de junho de 1986. Átilas mantinha uma infância dinâmica. Por morar na zona rural ajudava o pai a cuidar da roça e dos animais. A vida do jovem passou por uma série de mudanças após a perda da visão. “Eu percebi que estava limitado para muitas coisas...Comecei a perceber que usava mais a imaginação. Tentava imaginar algo que nunca vi, algo que alguém descrevia para mim”.

Era julho de 1996, período de férias escolares, quando Átilas e o amigo inseparável Wellington Faria de Souza saíram para caçar passarinhos. Sorte dos voadores, pois os garotos tinham uma péssima pontaria e, o máximo que conseguiram, foi a captura de alguns calangos.

Depois de algum tempo os garotos seguiram para a casa de Wellington e chegando lá não encontraram ninguém. Então, Wellington foi até o quarto do pai, ergueu o colchão e pegou uma espingarda, conhecida como “cartucheira pica-pau” e uma arma de brinquedo. Quando a brincadeira começou, o amigo disparou 22 chumbinhos em Átilas, sendo que dois acertam-lhe os olhos. A partir deste dia, a escuridão tomaria conta dos olhos mas não da vida do garoto.

Wellington teve sérios problemas psicológicos após o ocorrido, porque os amigos da escola passaram a excluí-lo. Não entendiam que havia sido um acidente e culpavam o garoto pela ação. Ao contrário de Átilas. “Eu ainda era uma criança, mas entendia muito bem que meu amigo não sabia das conseqüências de se brincar com arma de fogo, por esse motivo sou a favor do desarmamento”.

No início Átilas usava um tampão nos olhos, acreditando que quando o retirassem voltaria a enxergar. Mas não foi o que aconteceu. Apesar de inúmeras cirurgias, o quadro clínico era irreversível e ele nunca mais voltaria a ver. A cidade se mobilizou para ajudar a família do garoto, mas infelizmente não havia o que fazer.

Oito meses seguiram-se após o acidente e Átilas se deu conta de que queria ter a mesma vida de antes; não fazia mais sentido ficar em casa, sem brincar e estudar. Foi então que em fevereiro de 1997, o garoto decidiu freqüentar a escola, afinal, queria ter uma vida como as outras crianças; a família em momento algum questionou a idéia de voltar a estudar, para eles era apenas uma forma de distração. “Todos acreditavam que freqüentaria as aulas apenas como ouvinte, porém estava decidido a estudar como os outros alunos”, declarou Átilas emocionado.

A família e os amigos perceberam que Átilas se esforçava muito, no entanto, sugeriram que ele fosse estudar em Araçatuba-SP, na escola Cristiano Olsen, que na época oferecia recursos para portadores de necessidades especiais. O garoto passou a conviver com o que seria a principal ferramenta, o braile. “Conheci outras pessoas com as mesmas dificuldades. Ganhei vários amigos e percebi que existiam outras formas de deficiência. Conviver com pessoas de diferentes histórias foi um grande aprendizado em minha vida”.

Concluiu o colegial com distinção e oportunidade, mas dotado de uma imensa vontade de conhecer mais, só pensava em cursar a faculdade. Sempre foi um aluno aplicado, porém sem condições para arcar com as mensalidades de uma faculdade particular, quase deu por findos os tão sonhados estudos. Contudo, a amiga Lílian Fernandes Lopes aconselhou que prestasse o vestibular do Centro Universitário Toledo, e que depois daria um jeito quanto ao dinheiro. “Lílian teve a idéia de ligar para os moradores de Castilho e pedir uma doação para ajudar no pagamento da matrícula. Dentro de algumas horas, ele havia arrecadado todo o dinheiro. Castilho sempre esteve presente em minha vida. Sou grato a todos por isso”. No mês seguinte, o jovem ganhou uma bolsa de estudos pela prefeitura da cidade onde morava. Mal sabia que algo tão bom estava traçado em sua vida.

Átilas ouviu a voz do coração e encontrou a própria felicidade. Hoje reside em Araçatuba, mas aos finais de semana, retorna para a casa da família. Atualmente cursa o 6º semestre de Direito, além de estagiar na Assistência Judiciária da Unitoledo. E já pensa em um futuro Mestrado. “Escolhi o Direito porque quero fazer algo de bom para o mundo e para as pessoas. Acredito vorazmente que este curso será o meio pelo qual vou poder ajudar outros que se encontram igual a mim”.

Thiago de Freitas Bittencourt, 20 anos, declara: “Meu amigo se resume a uma palavra: esforço. O cara é esforçado e todo mundo o adora pela simplicidade”.

Átilas é rodeado de verdadeiros amigos, que o ajudam nos principais momentos. A vida do jovem foi uma seqüência de superações. Superou a limitação da cegueira e conseguiu realizar o desejo de voltar para a escola. Em todos esses anos ele aprendeu que os verdadeiros amigos sempre ficam ao lado, até o fim. Que não se deve esperar a felicidade chegar, e sim procurar por ela. Sonhar é preciso, não importa a limitação que temos. E que não se pode morrer para se aprender a viver.

As pessoas com necessidade especiais são como qualquer um, tem os mesmos direitos, sentimentos, sonhos e vontades. “Ele é um exemplo de coragem e determinação a ser seguido por todos. Quem conhece a história dele sabe que rompeu barreiras para chegar aonde chegou. Com certeza terá um futuro brilhante”, ressalta Daniel Gabilo, 30 anos, segurança da Unitoledo.

As pessoas precisam perceber que as coisas boas estão dentro de nós e que o mais importante é aproveitar cada momento, pois a vida está nos olhos de quem sabe ver. Átilas teve que dinamitar as pontes que o ligavam ao passado, aprender a lidar com a escuridão, vencer o medo, o preconceito e construir amigos. Ele conseguiu! Foi a fé, a esperança e a força de vontade que o fez esquecer os problemas e se tornar o protagonista da própria história.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O negro e o “racismo à brasileira”



A Lei Áurea assinado pela princesa Isabel em 1.888, declarando extinta a escravidão no Brasil, só foi possível depois de 80 anos de luta por parte dos abolicionistas. Como tudo o que não beneficia o poder no Brasil, o fim da escravidão contou com uma luta árdua e persistente daqueles que defendiam não só a liberdade dos escravos como também as idéias republicanas. A princesa Isabel, tida como heroína e redentora para alguns historiadores é, na verdade, uma princesa que agiu apenas sob pressão política e que de espécie alguma ajudou os escravos do Brasil após a abolição, os abandonando e os deixando na mais absoluta miséria.


A abolição no Brasil ocorreu há mais de um século, mas os dias atuais não se distinguem do passado. Apesar de ser uma nação formada por negros, brancos e índios, o Brasil carrega com si o preconceito e a desigualdade social. Uma sociedade formada por mais de 50% de sua população negra, ou afro-descendente, como queiram, não chegam a 20% o total de negros que usufruem as “coisas bacanas” que essa sociedade oferece. No Brasil cria-se a ilusão e o mito que a miscigenação das raças o faz um país democraticamente livre do preconceito. Em um país onde não há igualdade entre as pessoas, a mistura das raças serviu apenas para esconder a injustiça social contra os mais pobres, onde estão situados, obviamente, os negros e seus descendentes. Uma sociedade formada por portugueses brancos e aristocratas, que se colocam como superiores e, o negro como pobre e inferior. Ao contrário do que acontece em países norte americanos onde o preconceito é direto e formal, no Brasil esconde-se uma sociedade hierarquizada e dividida, onde se desenvolve um preconceito onde a cor da pele, feiúra dos rostos, conta bancária e sobrenome são essenciais para se situar em tal sociedade.


A exploração do negro rendeu ao país um grande atraso econômico e social, o Brasil até então era a única nação independente que se mantinha escravagista. O preço pago foi alto, enquanto o capitalismo avançava e a Europa se industrializava o Brasil mantinha sua economia na base da exploração. O atraso foi fatal e hoje o país com o maior índice de desigualdade social e pobreza, colhe os frutos de seu passado negro.


O Brasil precisa começar á aceitar as suas diferenças e a lidar com elas, mas para isso é preciso buscar os direitos básicos da igualdade, de todos serem iguais perante a lei. Índios, negros e lusos, todos ajudaram a construir essa nação e sua cultura e, todos, igualmente, devem ser respeitados por isso. O mesmo caminho utilizado para destruir, poderá ser usado para construir a igualdade de todas as etnias, mesmo que pareça utópico, porém, essencial, a real expressão de uma única raça, a raça humana.


terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Eu, 3.° Pessoa: Léléu




Quem sou eu? Um ser humano, mulher, número de identidade, cidadã brasileira, paulista. Sou tudo isso, mas antes de tudo, quero me apresentar como sendo a Léléu. Você já ouviu dizer sobre ela? A Léléu é única. Sou eu, e ninguém mais. Sabe por quê? Cada ser compõe a sua história, que será única e diferente de qualquer outra. Refletir sobre a própria história é tarefa árdua. É voltar ao tempo e reviver momentos inesquecíveis de felicidade e de dor. Mas são esses momentos que me ensinam o real significado de minha existência. O porque de estar aqui e a importância do amor para a vida.


Foi através do amor de meus pais que vim ao mundo. E por isso sou eternamente grata a eles. A vida é um grande privilégio, ter uma história é uma consequência.


Minha história é comum, triste, alegre, cheia de altos e baixos, cansativa talvez, mas única. Naquele dia 03 de fevereiro de 1985 eu nascia. O nome escolhido pela avó foi Francielle. Segundo minha mãe fui um bebê calmo e saudável. Lembro-me perfeitamente de quando ela e meu pai saiam de madrugada para trabalhar. Eu não queria que ela saísse do meu lado, com uma mamadeira e cantando esta música, ela me acalmava : “Dorme nenê que a cuca vem pegar, papai foi na roça, mamãe no cafezal”. Como toda criança tive um apelido. O escolhido pelo avô foi Léléu, e assim fui chamada durante 14 anos de minha vida.


Era uma menininha meio aloprada, serelepe, vivia fazendo rimas. Essa é inesquecível: “Vovô cara de patô”, e ele me dizia, “Léléu cara de pastel”, eu rebatia, “Nico cara de pinico”. Não para por aí, era do tipo de convidar qualquer pessoa para uma conversa, gostava de inventar histórias, adorava imitar e cantar. Lembro-me perfeitamente das poses fotográficas aos quatro anos, até mesmo do semblante do inesquecível Aristides- o fotógrafo.


Recordo-me das roseiras de minha avó, do coturno que ganhei aos cinco anos para ir ao rodeio da cidade, dos piolhos que sugavam o meu sangue, do tênis usado para ir ao pré, da primeira lancheira cor de rosa da Barbie, a minha boneca preferida, da primeira bicicleta com verde, e dos inúmeros tombos que presenciei junto dela. Por falar em bicicleta, vou contar uma pequena história. Aos seis anos me deparei com uma grande dúvida, queria, porque queria, descobrir o porquê de minha existência, perguntei á várias pessoas, mas todos me diziam a mesma coisa. “Foi Deus quem nos criou”. A resposta não era suficiente, alguma coisa protestava contra isso. Inconformada e confusa peguei minha bicicleta verde, e corri muito em busca de uma resposta. A resposta eu não encontrei, mas um belo de um tombo sim. Fiquei toda ralada e ainda por cima de castigo. É isso que dá, querer saber demais!


Os anos se passaram, mas o apelido continuou, era Léléu pra cá, Léléu pra lá. Já estava até conformada. O que não suportava mais, eram os curiosos.


- Porque teu apelido é léléu, Léléu?
- Porque meu vovô colocou seu chato?
- Que nada, é Léléu, porque você é lelé da cuca, sua doida, áháháháháh!


Trauma, que nada, só um certo convencimento de que realmente não batia bem das idéias. Estilos foram vários. A cowgirl, a badgirl , a patricinha, a certinha, a safadinha, a louquinha, a Léléu. De todas, a Léléu foi única, inesquecível e verdadeira. Era ela quem me fazia questionar, aprender e entender o mundo. Com ela vivi momentos maravilhosos ao lado de minha família. Com ela aprendi o real significado da felicidade e da simplicidade da vida. Foi ela quem me ensinou a ser um pouco do que sou hoje. Uma pessoa questionadora, que não desiste nunca do que quer, que vai até o limite das circunstâncias em busca do seu objetivo. Buscando sempre a honestidade, a reflexão, a alegria e o bem.


Sempre que paro para fazer uma alta avaliação sobre minha pessoa, descubro um milhão de erros que são cometidos a cada dia. Tento consertá-los, mas isso não é tarefa fácil.
Orgulho-me muito por hoje ter concluído um curso superior e estar tendo a oportunidade única de há dois anos estar terminando mais um, principalmente, por estudar algo que sempre quis desde que era a Léléu, Comunicação Social. Isso é um bom sinal de que ela ainda vive dentro de mim, que ela não morreu. O jornalismo entrou na minha vida de forma inesperada e rápida. Só me dei conta que não era uma mentira quando da fato estava na universidade, vivenciando o clima da aprendizagem, os amigos e os professores. E a Administração de Empresas foi um surto em minha vida, um desafio, uma oportunidade que eu não quis desperdiçar, jogando-a na lata do lixo. Todos questionavam-me: Mas será que você conseguirá conciliar dois cursos? Não será muito cansativo? Você não irá enlouquecer? A resposta é: Eu consegui sim, conciliei, derrotei o cansaço, o mau humor, a preguiça em acordar ás 5:00 da manhã e a dormir só á 0:00. Eu derrotei o impossível. Eu venci!


Apesar de tantas tristezas que já vivenciei, tantas perdas, tantas derrotas, tantos desafios, tantas aventuras e tantas saudades, sou um ser humano único e particular. Tenho, aos 23 anos, muita história pra contar e muito aprendizado. Objetivo na vida, ser feliz. Se formar em Administração de Empresas, ser uma grande jornalista, uma grande administradora e lutar por causas sociais.


Sou feliz porque que sei o que é infelicidade. "Levo esse sorriso porque já chorei demais." Sou forte, porque precisei lutar. Tenho plena convicção de algo, desse mundo não sei absolutamente nada. Por isso viverei cada dia como se fosse o último. Errarei menos. Aprenderei mais. Brigarei menos. Perdoarei mais. Lutarei pelo bem. Ajudarei o próximo. Meu avô se sentirá feliz por isso.

Trabalhadores e Herdeiros



O professor Ricardo Kawecki não tem carro. A maioria da população brasileira também não, mas a maioria da população brasileira precisa trabalhar, quando há empregos. Muitas vezes o emprego fica longe de casa e, para isso, principalmente nos grandes centros urbanos a população viaja de trem, metrô e ônibus. O professor Ricardo é brasileiro. Precisa trabalhar. Mora longe de seu serviço. Vai de ônibus. Quando o trânsito está ruim, ele desce do ônibus e opta por chegar até sua casa caminhando. Faz isso depois de um dia todo de trabalho. Seu meio de transporte, o ônibus, costuma não ser pontual, mas o aumento de sua tarifa tem o costume de nunca se atrasar.

Ricardo é professor de artes marciais. Uso o equilíbrio da profissão para equilibrar a espera dos 45 minutos que terá que caminhar até chegar ao seu sagrado destino. É possível que ele passe muito tempo de sua vida esperando. O mesmo não se pode dizer de Guilherme. Seu pai possui a maior frota de ônibus da capital paulista. Ele “brinca” de trabalhar. Não têm horários a cumprir. Ostenta seu dinheiro sob quatro rodas de uma bela BMW. Quando passa perto de um ponto de ônibus fecha os vidros e liga o ar condicionado. Seus trajetos são diferentes de um trabalhador padrão. Vai a boates, lojas, restaurantes e de vez em quando dá uma passadinha em seu playground, onde seu pai o espera com um sorriso para lhe dar a notícia do aumento das tarifas do transporte coletivo.

Segundo a Constituição, o direito de ir e vir deve servir a todos, infelizmente, na prática, as coisas não são tão lindas. A grande maioria da população brasileira sofre quando precisa chegar ao seu destino, mesmo pagando altos valores por isso. Enquanto uma minoria despreocupada com a má distribuição de renda no país, desfila com seus veículos nas mesmas ruas, com os mesmos buracos.


Crédito da foto: www. g1.globo.com/Noticias/Brasil

domingo, 18 de janeiro de 2009

Um novo espaço



Aqui estou, criando mais um blog, desta vez o objetivo é desabafar minhas angústias, meus sonhos, meus pesadelos, minha vida.

É bem provável que o espaço nem seja tão visitado, mas dei a ele o nome de "Nosso Diário", porque sendo ele um blog, toda a sociedade mundial poderá ter acesso. Este diário não é apenas meu, ele é seu, é de todos nós.

Quero estrear relatando a imensa felicidade que tomou conta de meu coração está semana. Em minha colação de grau do curso de Comunicação Social - Jornalismo, fui homenageada recebendo o diploma de mérito acadêmico, sendo considerada a melhor aluna da turma de formandos 2008. Nem tenho palavras para expressar tamanha emoção. A sensação de missão cumprida tomou conta do meu espírito, revelando a mim que lutar não é em vão e que tudo que é almejado pode ser alcançado, basta termos fé, que aquilo se realizará, lutarmos com todas as nossas forças e não nos deixar abater por quaisquer adversidades. Confesso que foram quatro anos de muita dedicação, muitas noites atordoadas e muitos domingos na frente de um computador preparando fichamentos, resenhas, resumos e leituras.


Foram muitos os aprendizados, mas algo de que não vou me esquecer é que o caminho trilhado até a conquista é árduo, mas a recompensa ao chegarmos na reta final é algo inexplicável e compensa tudo. Vencer é a melhor sensação que um ser humano pode ter. Eu espero que meu caminho também seja vitorioso, já está sendo, mas ainda falta muita coisa, a conquista de um emprego, um amor verdadeiro, uma visita na praia...